terça-feira, 1 de março de 2011

Guardem este nome

Poucos programas são melhores do que um chopp numa noite quente de sexta-feira.  Semana passada Helê nos acompanhou pela primeira vez, não no chopp, lógico, mas ao barzinho. Levou uma boneca e muita imaginação. Imaginou florestas mágicas e casas encantadas. Lá pelas tantas chegou um músico, ela  parou tudo para prestar atenção em cada detalhe da montagem dos equipamentos:

- Mãe e Val, vai ter música! O moço trouxe um violão, ele vai cantar!

- Ah, é? Que legal!

- Quando crescer eu também vou cantar e tocar meus instrumentos! E o meu nome vai ser "Paulinha Sá"!

O Val me olhou e caimos na gargalhada! Não sabemos de onde ela tirou este nome, de repente, assim sem pensar: "Paulinha Sá". No que isso vai dar não sabemos, talvez até façamos ideia, do jeito que é dramática pode nascer daí uma nova Maria Bethania. De uma coisa temos certeza: se um dia Paulinha Sá brilhar por aí ,esta história será contada em primeira mão pelo Val, em entrevista exclusiva.

Quando o músico começou o trabalho ela foi chamar a avó:

- Vó, vamos dançar?

Outra gargalhada geral.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Calcinhas e cuecas

Algumas das roupas que não servem mais na Helena acabam passando para as bonecas, as calcinhas principalmente, pois essas não acho legal passar para outra criança. No meio de uma brincadeira com a avó ela se dá conta:

- Não tem cueca para os meus bonecos meninos!

Resultado: passei no 1,99 e comprei quatro cuequinhas para que ela pudesse vestir os meninos!

Mudança de Horário

Ontem mudou o horário, entramos novamente no horário de inverno. Hoje, 11h e 30min, Helena pergunta:

- Mãe, por que está demorando tanto para ser a hora do almoço?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Primeira mudança de turma na escola

Helena está ansiosa com a troca de professora. Ficou dois anos no "G. Baby" e segunda-feira começa a frequentar o "G 1", está grande. Passou a semana toda com saudade da professora antiga. Ontem fomos até a escola para conhecer a nova sala e a nova professora. Greice, a professora antiga, também estava lá.

- Vai lá, Helê, vai dar um beijo na Greice!

Ficou num estado eufórico, misto de ansiedade, alegria e vergonha. Não beijou, se escondeu entre minha saia. De noite custou a dormir, deitamos na cama e ela não parava de conversar, eu dizia para fecharmos os olhos e ela pedia para continuarmos conversando. Por um momento ficou quietinha e depois falou:

- Mãe, acabou o beijo da Greice agora. Não tem mais beijo pra ela.

- Ah é? E o meu beijo?

- O teu não acabou, pra ti tem um monte.

Perguntei sobre os beijos da Vó, do Val, do Dindo, da Tia Thais, da Tia Calaca, da Tia Luana, da Marina, da Luiza, do Papai, das primas... Para todos ainda tinha um monte. Que construção interessante que ela fez para fechar um ciclo da vida...

Sobre a morte

Meu tio mais próximo e mais querido faleceu recentemente. Helena acompanhou a história toda e, como sempre, perguntava o tempo todo:

- Cadê a Vó?

- A Vó está cuidando do irmão dela, que está dodói no hospital.

- Por que ele está no hospital?

- Porque ele estava se achando gordo, queria emagrecer, não se alimentava direito, passava o dia todo tomando coca-cola zero e comendo pouquinho, ficou fraquinho, pegou uma gripe muito forte e está no hospital, os médicos estão cuidando dele, a Vó também...

Ele foi internado no dia 26/12 e faleceu no dia 03/01. Não escondi nada dela, contei que o Tio morreu, ela repetiu os porques todos durante uma semana, até que parou de perguntar.

Um dia, brincando de pediatra, ela era a médica e nós, eu, o Val e a Vó Eunice, levávamos nossos filhos bonecos para consultar. Val chegou com o filho, o Mohamed, na pediatra:

- Médica, meu filho está doente, está muito magrinho, não quer comer nada, o que eu faço com ele?

- Ah, deixa morrer! - respondeu.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Esquecimento

O Val está nos Estados Unidos com suas filhotas. Ligou e foi Helena quem atendeu:

- Alô, é quem?

- Oi Helê, é o Val! Que saudade!

Falaram mais alguma coisa e ela me passou o telefone. Horas depois, no meio de uma brincadeira, perguntei:

- Falaste com o Val filha?

- Falei!

- Ele disse que estava com saudades de ti?

- Não, ele esqueceu!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Carne Crua

Helena adora comer carne crua. Eu vivo brigando, dizendo que ela pode ficar doente, que dá dor de barriga, mas ela sempre me enrola e rouba uns pedacinhos.

Ontem, quando preparávamos o jantar tive que chamar a atenção mais uma vez:

- Helena! Eu já te falei que não é para comer carne crua!

- Ah, mãe!

- Só este pedacinho então! E chega, estou colocando a carne na frigideira!

- Então eu não vou engolir, pra não acabar! - E ficou enrolando com aquele pedaço de carne crua na boca um tempão, quando engoliu fez a maior choradeira!