terça-feira, 27 de abril de 2010

O terço

Vasculhando uma caixinha em que guardo brincos, pulseiras, colares e aneis, Helena encontrou um pequeno terço, presente de uma amiga de minha mãe. Perguntadeira que está, não demorou para questionar:

- O que é isso, mãe?

- É um terço, filha.

- Pra quê?

- Pra rezar, meu amor.

Colocou o terço em volta dos lábios e soltou uma risada forçada. E me entregando o terço, falou:

- Ó, mãe, "risei".

Não tenho religião, mas não sou atéia. Creio que, para Deus, uma "risada" dessas vale muito mais do que qualquer reza!

Um comentário:

  1. Até eu que sou ateu, creio que vale. Nada paga essa lógica da inocência!

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